São Luís (MA) -Sexta 22 de Setembro de 2017

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Ponto para o turismo. Vitória da hotelaria

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olho daguaFoi com muita empolgação que o trade turístico maranhense recebeu a notícia de que finalmente o projeto de despoluição das praias da capital maranhense sairá do papel. A alegria foi maior entre a classe hoteleira que nos últimos dois anos sofre com as baixas taxas de ocupação de seus empreendimentos. Só a título de explicação, São Luís tem em seu Centro Histórico e no seu Litoral seus maiores atrativos turísticos, mas que sofrem constantemente pelo abandono e pelo descaso dos poderes públicos que deveriam supervalorizar tais riquezas para consequentemente estimular o turismo em São Luís. 

 
Em si tratando de Maranhão, tudo é possível e se a situação já estava ruim piorou a partir do final de 2011, quando foi disseminado aos “quatro ventos” que nosso litoral estava poluído e com suas praias impróprias para o banho. Desde então, os hoteleiros de São Luís viram a cada mês suas taxas de ocupação cair paulatinamente chegando em alguns casos a beirar perto dos 30%. Nessa mesma época, o trade capitaneado pelo presidente da ABIH Maranhão, João Antônio Barros Filho, lutou incessantemente para que algo fosse feito no sentido de desconstruir a informação passada de forma errada e que tanto prejudicou o turismo em São Luís.


Uma das medidas tomadas pelo trade foi pleitear uma verba de R$ 10 milhões junto ao Ministério do Turismo para a despoluição do litoral. Verba esta que já estava há mais de ano disponível, dependendo apenas da boa vontade da CAEMA em licitar e iniciar as obras e por fim de vez a esta questão de poluição no litoral ludovicense. Assim, o empresariado da hotelaria espera que esta obra seja levada adiante conforme ficou evidenciado em editorial do Jornal O Estado do Maranhão do último dia 14/10 e que São Luís possa retornar ao caminho natural de destino turístico.


Segue abaixo reprodução na íntegra de Editorial do Jornal O Estado do Maranhão do dia 14/10/2013 evidenciando tal fato bem como as dificuldades da hotelaria local segundo a ABIH maranhense.


Despoluição das praias
A tão esperada despoluição das praias de São Luís terá início oficialmente hoje, com a assinatura da ordem de serviço para ampliação do sistema de esgotamento sanitário da capital, que contemplará, inicialmente, a sub-bacia do rio Canaã. A obra, financiada com recursos do Ministério do Turismo, será executada pela Caema, ao custo de R$ 10 milhões, e beneficiará, nesta primeira fase, as praias do Calhau e Olho d'Água. Ao todo, serão investidos R$ 30 milhões em saneamento, o que poderá devolver à orla marítima de São Luís o status de importante roteiro turístico, perdido em meio aos milhares de metros cúbicos de esgoto despejados no mar diariamente.


Uma pesquisa do Ministério do Turismo revelou que 70% dos turistas em viagem à capital maranhense são do interior do estado e vêm à procura de lazer nas praias. Tal diversão ficou comprometida desde que foram constatadas as condições impróprias para banho de grande parte da orla da Ilha. A consequência imediata foi a diminuição do número de visitantes, resultando em queda de faturamento em bares, restaurantes, pousadas e demais estabelecimentos que dependem da frequência de público para se manter.


Algumas intervenções foram feitas, com melhoria significativa. Mas a situação continua distante do ideal. Tanto que as secretarias de Estado de Meio Ambiente e de Saúde continuam obrigadas pela Justiça Federal a divulgar periodicamente laudos técnicos informando o nível de poluição das praias. Atualmente, os pontos mais críticos correspondem às fozes dos rios Calhau, Pimenta, Claro, Jaguarema e Olho de Porco, comprometendo a balneabilidade em trechos da Ponta d'Areia, São Marcos, Calhau, Olho d'Água, do Meio e Araçagi.


O fluxo de turistas de outros estados e do exterior também sofreu impacto negativo. A rede hoteleira foi a primeira a acusar prejuízo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), desde agosto do ano passado, a taxa de ocupação vem regredindo e já chegou a ficar abaixo dos 30%. A entidade apontou a má repercussão gerada pela poluição das praias como uma das principais causas do recuo e criticou o poder público pela ausência de campanhas institucionais voltadas a atrair visitantes à cidade.


O projeto de despoluição da orla marítima de São Luís prevê, só na primeira etapa, a construção de 11 km de rede de esgoto entre as praias do Calhau e Olho d'Água, justamente as duas mais frequentadas da Ilha. A obra é extremamente necessária e trará ganhos inestimáveis não só ao turismo, mas principalmente à saúde da população. Destino dos resíduos oriundos de dezenas de prédios residenciais e comerciais, as praias passaram a oferecer risco, em vez de lazer. A obra é providencial, pois, com a expansão imobiliária, projeta-se para os próximos anos o lançamento de um volume ainda maior de dejetos no mar.


A obra é resultado de intensa mobilização das autoridades políticas locais, que fizeram sucessivas gestões junto ao Governo Federal para obter a verba para o saneamento da orla. O esforço é uma prova de compromisso com o futuro de São Luís, onde os serviços públicos, via de regra, não acompanham o ritmo de crescimento da cidade.

 

Jornal O Estado do Maranhão 14/10/2013