São Luís (MA) -Domingo 19 de Novembro de 2017

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Hotéis em redes e independentes

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artigo Nerleo CausPor Nerleo Caus


Em meio ao clima da “Copa das Manifestações” proponho um voo no tempo, patient estilo Fernão Capelo Gaivota, sick iniciando nos românticos anos 60-70 da hotelaria brasileira pouco segmentada e familiar, atravessando o período das incertezas inflacionárias dos anos 80-90, chegando às redes internacionais via incorporações imobiliárias, notadamente flats, apart-hotéis e aos condo-hotéis dos dias atuais.
Ao longo dos anos, a hotelaria assistiu a essa transição do modelo de negocio quase artesanal e familiar para segmentações específicas com processos de qualificação e pesquisas qualitativas diárias e rotineiras com algumas resistências. Tanto que 86% dos meios de hospedagens nacionais continuam independentes.

Olho: "que ninguém se iluda com pomposas e narcísicas abreviaturas estrangeiras, aliada a aforismos e números superlativos em promoções de vendas".

Independências à parte, toda essa movimentação levou o setor ao viés decrescimento em rede. Com os hoteleiros operando ao mesmo tempo, interligados e independentes. Criatividade, estratégia e dedicação exclusivas pautam, em linha de igualdade, a competição dos dias de hoje. Muitas são as evidências que comprovam o sucesso deste modelo. Hoje, 74% dos clientes optam por um hotel de marca com algum reconhecimento, as centrais de reservas das redes operam interligadas às centrais de reservas das companhias aéreas, aos agentes de viagens, aos canais eletrônicos diversos, marketing e treinamento operacional, tudo em cadeia, gerando custos infinitamente menores. Vale destacar, ainda, que neste novo modelo, os problemas sucessórios e de cunho relacional societário foram abrandados, quando não resolvidos. O bom desempenho do modelo de gestão praticado pelo setor hoteleiro conta, inclusive, com a aprovação do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB). Presidido pelo gaúcho Roberto Rotter, especialista formado em hotelaria em Lucerna, Suíça, e pós-graduado em Salzburg, Áustria, a entidade dá o tom da elevada tecnicidade que o setor exige e avalia de forma positiva a evolução dos seus 26 filiados no país. Mas que ninguém se iluda com pomposas e narcísicas abreviaturas estrangeiras, aliada a aforismos e números superlativos em promoções de vendas. Para garantir que os resultados positivos permaneçam é importante averiguar a honorabilidade pessoal dos diretores e executivos das bandeiras hoteleiras, o histórico distributivo de cada um deles nos hoteis e se sua conduta operacional está pautada pela transparência com investidores, além de comprometida com o grau técnico dos gestores, de preferência com formação em hotelaria, e, em caso de novo negócio hoteleiro, com detalhado e real estudo de viabilidade econômica sobre o lugar ofertado.

Concluo minha reflexão transcrevendo palavras do extraordinário amigo e titular da festejada Castelli Escola Superior de Hotelaria (GR-RS), Dr.Geraldo Castelli: “hospitalidade consiste na ação voluntária de praticar osatos de receber, hospedar, alimentar, entreter, despedir-se”! Façamos nossas escolhas!

Nerleo Caus - Diretor Nacional Administrativo e Jurídico ABIH -  Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
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Extraído do Jornal Turismo e Serviços